quarta-feira, 13 de setembro de 2017

"Os Velhos Também Querem Viver" - Festival Silêncio

O espectáculo "Os Velhos Também Querem Viver", a partir de um texto homónimo de Gonçalo M. Tavares, com direção musical de Pedro Lucas e a interpretação de Carlão, Zeca Medeiros, Selma Uamusse, Manuela Oliveira e Joana Alegre, será apresentado no Festival Silêncio, a decorrer em Lisboa entre 28 de Setembro e 1 de Outubro.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O Livro do dia TSF- A mulher-sem-cabeça e o Homem-do-mau-olhado

O Livro do dia TSF- A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado.
O livro do dia é um programa de Carlos Vaz Marques emitido pela TSF. 
"A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado" foi editado pela Porto Editora em 2017.

    

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O Torcicologologista - Brasil

Recensão de André Sant'Anna publicado no Estadão sobre a edição de O Torcicologologista Excelência publicado no Brasil pela Dublinense.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Torcicologologista - Brasil

O Pensamento e o Bater na Cabeça - texto de Sérgio Tavares publicado no blog A Nova Crítica sobre a edição de O Torcicologologista Excelência publicado no Brasil pela Dublinense.



domingo, 13 de agosto de 2017

A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado



Texto de Maria da Conceição Caleiro publicado no Público sobre o livro "A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado" editado pela Porto Editora

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Una niña está perdida en el siglo XX



Texto de Iñaki Urdanibia publicado no site Kaosenlared sobre a edição de Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai publicada em Espanha pela Seix Barral.


domingo, 12 de março de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Una niña está perdida en el siglo XIX


Texto de Joan Flores Constans publicado na Revista de Letras sobre a edição de Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai publicada em Espanha pela Seix Barral.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Matteo Perdeu o Emprego - França


Texto de Hedia publicado no blog Un Dernier Livre Avant la Fin du Monde

Matteo a perdu son emploiÉditions Viviane Hamy
Traduit du portugais par Dominique Nédellec

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Uma viagem à India


Lista de "12 obras intemporais que nos fazem ver o mundo com outros olhos" no site da Fnac.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai


Una ninã está perdida en el siglo XX - ed. Seix Barral, 2016. Traducción de Rosa Martinez Alfaro.
Crítica de Joan Flores Constans no blog: Je dis ce que j'en sens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Breves Notas Sobre Literatura Bloom



Texto crítico de Jordi Cervera sobre "Breus notes sobre literatura-Bloom" publicado em 2016 em catalão pelas Edicions del Periscopi

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E o mar já não existe - peça baseada em Um homem Klaus Klump


E o mar já não existe pela Companhia Bagagem Ilimitada - peça baseada no livro Um homem Klaus Klump, editado no Brasil pela Companhia das Letras.
Texto e Direção: Pv Israel
Fotos do processo aqui.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Breves notas sobre Literatura Bloom


Breus notes sobre literatura-Bloom
Catalunha- Edicions del Periscopi

Conversa no programa da Ràdio Valira - Ningú és Perfecte de Noemí Rodriguez - Llibreria de Guardia - com Xavier Serrahima 
minuto 11 do podcast.
20 Dezembro 2016

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O Bairro - El Barrio, crítica Argentina


Crítica no blog wineruda literatura. El Barrio - Ed. Seix Barral.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O Torcicologologista, excelência - Teatro



Dia 14 de Janeiro esteve em cena "O Torcicologologista, excelência" em Pombal, uma produção da companhia Gambuzinos com 1 Pé de Fora.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O Bem, o Mal e o Assim-Assim - Teatro Pé de Vento


“O Bem, o Mal e o Assim-Assim”, terceira colaboração de Gonçalo M. Tavares com o Teatro Pé de Vento esteve em cena no Teatro Carlos Alberto no Porto, entre 21 e 30 de Outubro de 2016 numa encenação de João Luís.

O Bairro na Eslováquia


Pán Valéry, Henri, Juarroz - Gonçalo M. Tavares

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Kashine e o NÃO - Matteo perdeu o emprego


“Kashine e o NÃO” é um novo projecto de arte urbana do artista português Barato, criado em Abrantes com a colaboração de crianças da região durante o 180 Creative Camp 2016.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Matteo perdeu o emprego - Itália


Gonçalo M. Tavares: correndo intorno a una rotonda
Entrevista - letteratura - rai

Matteo ha perso il lavoro, nottetempo, Itália.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Tese sobre Uma Viagem à Índia



Orientador: Bittencourt, Rita Lenira de Freitas 
2016 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Breves notas sobre literatura-Bloom



Sobre Breves notas sobre literatura-Bloom de Gonçalo M. Tavares editado pelas Edicions del Periscopi, Catalunha, Espanha
Critica de Xavier Serrahima publicada no Suplement de Cultura d'El Punt Avui e no site do autor El racó de la paraula

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ensaio sobre Uma Viagem à Índia publicado na revista Via Atlântica - USP



Ensaio: "A rota e o roteiro: fuga para as Índias de Gonçalo M. Tavares e Luís de Camões"
Essay: "The route and the routine: escape to de Indies' landscapes of Gonçalo M. Tavares and Luís de Camões"
de/ by
Evelyn Blaut Fernandes

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Matteo perdeu o emprego - Itália

http://senzaudio.it/goncalo-m-tavares-matteo-perso-lavoro/
Recensão literária de Gianluigi Bodi no site Senzaudio sobre Matteo perdeu o emprego/ Matteo a perso il lavoro, edição de Nottetempo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Animalescos, Brasil


Animalescos entre os 20 melhores livros de editoras independentes em 2016 para o portal Literatura BR
Animalescos, Edição Dublinense, Brasil



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Jerusalém em Árabe


Tradução do livro "Jerusalém", de Gonçalo M.Tavares, da responsabilidade de Ahmad Salah al-Din e Muhammad Amer, foi distinguida pela publicação “Arabic Literature” como uma das melhores do ano.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Poesia Homónima


Textos de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Bairro no México


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Seléction Prix Femina - Prix Meilleur Livré Étranger
Roman

Matteo a perdu son emploi

Gonçalo M. Tavares.

Traduit du portugais par Dominique Nédellec.

Seléction Prix Femina - Prix Meilleur Livré Étranger
   Finaliste Prix Pt - Brasil - Melhor Livro em Língua Portuguesa

On s'attend toujours au meilleur, au seuil d'un livre de Gonçalo M. Tavares, et avec Matteo a perdu son emploi l'écrivain portugais effectivement se surpasse, prenant une nouvelle fois le lecteur au dépourvu. Car ce roman est un stupéfiant jeu de piste, auquel se livrent non seulement les personnages, mais aussi la philosophie, la logique et l'absurde.
(...) géniales intuitions de l'écrivain philosophe, qui aime raconter, suspendre et jouer avec le sens toujours réversible des mots. Ce livre est un petit manuel de pensée iconoclaste qui déjoue la continuité du récit et s'amuse à contourner la vraisemblance des fonctions, celles des objets ou des corps.
 Gilles Heuré
Telérama
http://www.telerama.fr/livres/matteo-a-perdu-son-emploi,147236.php

En vingt-cinq courts chapitres, une réflexion brillante sur raison et folie, ordre et désordre, par l’auteur d’«Un Voyage en Inde»
Le Temps


"Ludique et savant (...) Matteo a perdu son emploi garde tout son mystère. Et c' est tant mieux."
Les Echos 

"Un délire organisé, absurde et rationnel, l’enchaînement de vingt-six destins liés comme dans un jeu de dominos, la chute de l’un entraînant celle du suivant. Vingt-six personnages enchaînés par ordre alphabétique. Vingt-six aventures très courtes qui paraissent loufoques au premier regard mais qui en disent parfois davantage qu’un long essai sur l’ironie de l’existence et la vie moderne.
(...)
Il a un talent rare, celui de raconter des histoires invraisemblables avec une clarté, une simplicité, une justesse qui rendent ses textes immédiatement compréhensibles alors qu’ils pourraient désarçonner. "
Libération


About Matteo perdeu o emprego/Matteo lost his job 
In several countries, students sit in the classroom organized by their respective names in alphabetical order.  Names beginning with A sit on the first row, those beginning with Z sit on the last.  And, in some historical moments, during the Second World War, in certain ghettos, people transported to a death camp were called in following the alphabetical order for their names.  Rescue or death could depend on this apparently minor detail: the first letter of a name.
“Matteo perdeu o emprego” is about the importance of the alphabetical order as well as of unemployment and its consequences.
In a series of interrelated stories, stories on the absurd, irony and tragedy, characters with Jewish names arise in alphabetical order, crossing each others’ paths in an imaginary city, only to reach the letter M of Matteo.  Matteo has been unemployed for a long time and despair has this effect – a man accepts anything[1].  Matteo replies to an ad and accepts a job offer to be the arms of a woman who does not have hers.  At first, the woman asks him to perform simple tasks – such as to open a door or an umbrella etc. However, bit by bit, this armless Woman will demand of Matteo the performance of more sexually perverse tasks…
Matteo is a fiction placed between the absurd and the tragic. It deals with the relevance of a name to a man, and the despair that may be reached by a man subject to long term unemployment.
It is an amusing and tragic book at the same time.  
The book was one of the finalists in Brazil’s most prestigious Portugal Telecom prize in 2014 and listed for France’s Prix Femina in the Best Foreign romance category, 2016.

sobre Matteo
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-tabela-periodica-1656838 

http://expresso.sapo.pt/cultura/Livros/dois-novos-livros-de-goncalo-m-tavares=f621198 
Após um ano de rara acalmia, Gonçalo M. Tavares voltou ao seu vertiginoso ritmo de publicação. Com poucas semanas de intervalo, chegaram às livrarias três novas obras (no total são já 29, desde 2001).
Primeiro surgiu "Uma Viagem à Índia" (Caminho), portentosa antiepopeia decalcada da estrutura de "Os Lusíadas", livro ambicioso (mais de 400 páginas de fragmentos, divididos por dez cantos) e muito arriscado (medir-se com Camões, o vate da pátria, não é para todos), de escrita fulgurante e belíssima, um verdadeiro triunfo literário que o confirma, se dúvidas houvesse, como o grande escritor português do século XXI.
Depois, como se aquele monumento não bastasse, eis que surgem, de rajada, mais dois opus: "Matteo Perdeu o Emprego" e "O Senhor Eliot e as Conferências".
Expresso, José Mário Silva

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Gonçalo M. Tavares capa do Babelia


Gonçalo M. Tavares capa do Babelia - suplemento cultural do El País


Depois de já ter sido destaque em alguns dos suplementos culturais mais importantes de todo o mundo, Gonçalo M. Tavares foi capa, no último sábado, do suplemento Babelia - o mais importante suplemento cultural de língua espanhola.
Com fotografias de Daniel Mordzinski, o conhecido fotógrafo que já fotografou Borges, Gabriel García Márquez, Roberto Bolaño e tantos outros mitos da literatura, o suplemento Babelia faz capa com uma fotografia de Gonçalo M. Tavares em Cartagena de las Índias com o título "O Fácil é Perigoso".
A entrevista é conduzida pela própria diretora do BabeliaBerna González Harbour, que escreve, na sua introdução, que não deve ser fácil "Tavares avançar com pulso firme e respiração contida, quando chovem os prémios e vozes, como as de José Saramago, que dizem de imediato que um dia receberá o Prémio Nobel." Mas Gonçalo M. Tavares, escreve Berna González Harbour, "conseguiu fechar os olhos, tapar os ouvidos e encerrar-se num bunker em que trabalha como numa casa do século XIX" sem internet e telemóvel." 
Cada um dos seus livros é diferente, escreve González Harbour, "mas em todos eles as palavras parecem suspensas no tempo e no espaço com a sua própria lógica interior, a sua musicalidade, o seu ar de conto ou lenda, de quem sabe, a cada vez, manejar uma matéria volátil ou sólida."
Alberto Manguel, uma das mais importantes referências intelectuais, autor de Uma História da Leitura  e do recente Uma História da Curiosidade, faz a crítica de Uma Menina está Perdida no seu Século (Seix Barral) - e escreve que "Gonçalo M. Tavares é um dos escritores mais ambiciosos deste século. E o seu último livro é uma epifania memorável!" 
Manguel conclui a sua recensão sintetizando: “Uma Menina Está Perdida no seu Século permite várias leituras." "Podemos ler as aventuras (ou desventuras) de Hanna como o retrato poético de uma pessoa com trissomia 21. Ou lê-lo como um conto de fadas, com o seu itinerário enigmático, os seus prodígios e os seus terrores, a sua atmosfera de lúcido pesadelo, a sua rica ambiguidade, a sua memorável epifania."
Entretanto, poucos dias antes, Gonçalo M. Tavares já havia estado em destaque no jornal brasileiro Rascunho.
"Se existe a previsão para um futuro Nobel de Literatura lusófono, o português Gonçalo M. Tavares é o favorito”. É esta frase que abre um longo artigo, publicado no Brasil, no Jornal Rascunho, em que é apresentada a obra de Gonçalo M. Tavares.
No final do artigo escreve-se: "Gonçalo M. Tavares revelou durante seus quase 15 anos de carreira literária um talento que poucas vezes esse mundo presenciou”.
As obras de Gonçalo M. Tavares estão praticamente todas publicadas em Espanha, nomeadamente nas editoras Seix Barral eMondadori.
Ler a crítica e a entrevista no jornal brasileiro Rascunho:
Ler a crítica e a entrevista no Babelia - suplemento cultural do El País:

Editorial Caminho – 29 fevereiro 2016

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Gonçalo M. Tavares em destaque no jornal brasileiro Rascunho




"Se existe a previsão para um futuro Nobel de Literatura lusófono, o português Gonçalo M. Tavares é o favorito”. É com esta frase que abre um longo artigo, publicado no Brasil, no Jornal Rascunho, em que é apresentada a obra de Gonçalo M. Tavares, “uma das [obras literárias], acrescenta o jornal, “mais profícuas dentre os escritores de língua portuguesa – e vai do romance à poesia épica.”
Depois de analisar o conjunto da obra do autor com destaque para Short Movies e Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai o autor do artigo termina dizendo: “para o garoto que aos 18 anos precisou decidir entre seguir como jogador semiprofissional de futebol ou optar pela carreira de matemático, Gonçalo M. Tavares relevou durante seus quase 15 anos de carreira literária um talento que poucas vezes esse mundo presenciou”.
Ler a crítica e a entrevista de Gonçalo M. Tavares no jornal brasileiro Rascunho:

Editorial Caminho - Fevereiro 2016

segunda-feira, 23 de março de 2015

Aprender a Rezar na Era da Técnica - Argentina, Paraguai

22 DE MARZO DE 2015

| SORPRESAS TE DA LA VIDA (DE LECTOR):

Aprender a rezar en la era de la técnica

ABC - Paraguai 
"(...)
Un texto que somete y arrincona sin escape posible. Tengo que remontarme a Bajo el volcán, de Lowry, para repetir lejanamente una sensación así de abrumadora. 
Un texto que somete y arrincona sin escape posible. Tengo que remontarme a Bajo el volcán, de Lowry, para repetir lejanamente una sensación así de abrumadora. No tan parco como austero, sin concesiones ni complicidades de ningún tipo hacia nadie ni con nada, ni siquiera con eso que a veces llamamos confusamente «el placer de la lectura».
Por algo será que resultó ser suya aquella frase que, cuando la conocí por casualidad, guardé para mí y que me hizo rastrearlo hasta encontrar este libro despiadado e implacable que se llama Aprender a rezar en la era de la técnica.
La frase se refiere a lo que solemos suponer sobre la lectura: «Leer no es un pasatiempo. Es un espacio de humanidad y de reflexión que requiere un esfuerzo», dice este escritor al que –ahora que lo he leído– entiendo por qué admiraba Saramago.
No hay en la escritura seca y despojada de Gonçalo M. Tavaresde ningún remanso, ningún pliegue de «belleza literaria», ninguna estrategia para «atrapar al lector», ninguna sorpresa ni truco, ni el más mínimo esfuerzo para construir una «ficción». Al contrario, es un texto de renunciamientos deliberados, de un alejamiento terapéutico de todo recurso que no sea el de lo que yo llamaría una «escritura quirúrgica».
Diría inclusive que deja de ser un «relato» en el sentido que habitualmente damos a las obras de ficción. Se me ocurre que Tavares no buscó hacer un relato, o, en todo caso, que su relato es –y más notoriamente en la primera parte– un relato de razonamientos lógicos, ni siquiera de reflexiones. Razonamientos lógicos pétreos e inesperados, tan extraños como si pertenecieran a un universo totalmente ajeno al que nos es habitual.

Hacía mucho que no encontraba un texto así de poderoso y austero. "

domingo, 22 de fevereiro de 2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Os Velhos Também Querem viver - Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai




No final de 2014, as traduções da obra de Gonçalo M. Tavares apareceram em destaque na escolha dos melhores livros do ano na imprensa de língua inglesa e em países como França, Espanha, Holanda, Brasil e Turquia, entre outros.
Em França, com a recente edição simultânea de três livros – Um Homem: Klaus KlumpA Máquina de Joseph Walser e O Senhor Swedenborg – a conceituada revista Magazine Littéraire classificou Gonçalo M. Tavarescomo “genial” e escreveu: “O escritor português afirma-se como uma figura maior – combina um rigor formal com uma loucura suave. […] Gonçalo M. Tavares é um Kafka tanto matemático como sensual, que inventa as suas próprias arquiteturas para poder explorar um mundo em crise, e  que olha sempre através de um cruzamento entre o grotesco e o terrível. […] É brilhante.”
Para os jornais Le Monde e Philosophie Magazine “Gonçalo M. Tavares já é um clássico quando só tem 44 anos”.



Um Gonçalo M. Tavares é pouco, dois Gonçalo M. Tavares é bom, três Gonçalo M. Tavares seria o ideal…

Por Pedro Justino Alves
Um Gonçalo M. Tavares é pouco, dois Gonçalo M. Tavares é bom, três Gonçalo M. Tavares seria o ideal…

De uma assentada o mercado nacional recebe dois livros de Gonçalo M. Tavares. Autêntico manjar para esta época natalícia, as prendas «Uma menina perdida no seu século à procura do pai», da Porto Editora, e «Os velhos também querem viver», da Caminho, apenas não são perfeitas porque a sensação de vazio fica aquando terminamos a leitura dos dois livros. Seria muito pedir mais um ao Pai Natal?

Gonçalo M. Tavares está de regresso, para felicidade de muitos, mas também para ser descoberto por outros “muitos”. Não com um livro, mas com dois. Um romance em «Uma menina perdida no seu século à procura do pai», uma espécie de livro teatral em «Os velhos também querem viver». Entre os dois há algo em comum, embora sejam ao mesmo tempo bastante diferentes: a perda.
No primeiro, o autor conta-nos a história de Marius, que, ao andar na rua, não consegue ficar indiferente ao rosto de Hanna (ou Hannah…), que procura o pai. Sozinha, a jovem carrega consigo uma caixa com várias fichas divididas por áreas (alimentação, saúde e segurança, linguagem, etc.), fichas que procuram determinar o comportamento pessoal e social de uma pessoa. Hanna (ou Hannah…) tem trissomia 21. Enquanto a jovem procura algo, Marius foge de algo. Na verdade, nunca saberemos de que, mas, solitários, ambos acabam por partilhar uma fuga para à frente. Este talvez seja a “mensagem” implícita no livro, nunca parar, andar sempre, seguir, avançar, não desistir, persistir, por mais que a vida não permita. Ao longo da sua curiosa viagem, Marius e Hanna (ou Hannah…) encontrarão vários insólitos personagens, como um fotógrafo que coleciona fotos de animais e pessoas com deficiências, uma família que cola cartazes em todo o mundo com o intuito de despertar as mentes de todos, dois proprietários de um hotel que deram nomes de campos de concentração aos quartos, um antiquário que adora inventar histórias, os sete «Séculos XX», etc. A pluralidade de personagens criada por Gonçalo M. Tavares é realmente deslumbrante, impossível não nos agarrarmos a eles, cada um com a sua história particular, muitas marcadas pela Grande Guerra. Mas também deve-se destacar as situações ocorridas na história, todas magnéticas, que prendem o leitor ao livro, incapaz de abanonar a estranha estrutura do hotel, o papel dos sete «Séculos XX» na História da Humanidade, a força das convicções dos cinco membros da família Stamm («- Estamos no mundo para o boicotar.»), etc. Em «Uma menina perdida no seu século à procura do pai» temos uma obra onde curiosamente «à procura» acaba por ser o menos importante, embora seja a força catalisadora de tudo, além da fuga inexplicável de Marius, que compreende no fim que o essencial é «não parar, em situação alguma, não parar».
«… e a imagem estranha – outra pessoa diria bela, no entanto não o era, bem pelo contrário, analisada de modo frio era afinal terrível – era que Fried, tal como eu, parecia pedir-lhe desculpapor não ser como ela, por ser normal e por entender as coisas; com consciência plena de que poderíamos sair da nossa tristeza, qualquer que fosse a sua profundidade, mas ela não poderia sair da quantidade de incapacidades que tinha, como que cercada de mundo a mais – porque o mundo se mantém o mesmo para todos, mas a ela sobrava mundo e a nós por vezes faltava.»
Outra peça literária brilhante é «Os velhos também querem viver». Lê-se num fôlego e é algo realmente desconcertante. Na obra editada pela Caminho, Gonçalo M. Tavares une Deuses e Homens, mortalidade e imortalidade, vida e morte, muita morte. A partir de «Alceste», de Eurípedes, o autor reconstrói a história da mitologia grega em Sarajevo, onde, entre 5 de abril de 1992 e 29 de fevereiro de 1996 morreram 12 mil pessoas.
É precisamente em Sarajevo que um sniper atinge Admeto, amigo de Apolo, que não se contenta com a sua morte. O Deus resolve poupar o companheiro, mas a Morte reclama o seu morto. É necessário um sacrifício, uma vida por outra. Pais, família, amigos… Ninguém está disposto a morrer por Admeto. Ou melhor, alguém está, alguém prescinde da sua existência, a sua mulher, a nobre Alceste, que cede o seu último sopro por amor.
Ao trazer «Alceste», de Eurípedes, para os dias de hoje, Gonçalo M. Tavares desperta o interesse sobre os clássicos da Grécia Antiga. Numa escrita bastante exigente, o autor constrói uma narrativa angustiante, onde o fim, tanto individual como humano (e o que é a guerra senão o fim da Humanidade?), dita as regras. Estamos perante um livro onde a existência caminha por uma linha ténue, onde a vida não tem nenhum valor, onde a morte surge a cada esquina. Estamos em Sarajevo, entre 5 de abril de 1992 e 29 de fevereiro de 1996. Acompanhamos com angústia a partida de Alceste, a desolação de Admeto, as incertezas dos Deuses, as certezas da Morte, os comentários do coro de observadores, supostos sobreviventes da tragédia…
«Os velhos também querem viver» tem no diálogo entre Admeto e o seu pai um dos momentos altos, um diálogo que demonstra a importância da vida, mesmo cercada de morte.
«Em Sarajevo e em redor de Sarajevo, no século XX,
a regra particular é igual à regra geral:
os mortos estão mortos, os vivos é que ainda não.»
Fonte: Diário Digital



Os Velhos Também Querem viver -  Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai

Dois livros recentes de Gonçalo M. Tavares (n. 1970) ajudam-nos a repensar um edifício literário que vem sendo construído desde Livro da Dança (2001). No final de cada um deles, uma espécie de planta distribui por várias secções os famigerados cadernos do autor. Os Velhos Também Querem Viver (Caminho, Outubro de 2014) aparece ao lado de Histórias Falsas na secção Estudos Clássicos. Esta obsessão com a organização de uma obra mais caótica do que aparenta é reveladora de uma intenção arquitectónica sobre o texto, o qual deixa de ser organizado segundo padrões clássicos (romance, conto, teatro, poesia) para assumir novas designações (O Reino, O Bairro, Enciclopédia, Investigações…), mais pessoais e enigmáticas, que, na realidade, aproximam os géneros através de uma teia onde tudo se interliga. Toda a obra de Gonçalo M. Tavares, na sua diversidade, acaba por estar interligada, não sendo possível, ou sendo desaconselhável, lê-la de outra forma, interligada por uma espécie de linha poético-filosófica transversal a todos os géneros, aproximem-se estes mais da ficção ou da poesia, desta ou da filosofia.
Os Velhos Também Querem Vivertransporta a tragédia clássica para tempo e espaço modernos, transporte no tempo e deslocação geográfica da tragédiaAlceste, de Eurípedes, com variações formais onde se acrescenta ao texto original os elementos de uma actualidade meramente paisagística. Podemos dizê-lo assim porque, no essencial, o conflito humano mantém-se, à volta do homem a paisagem transforma-se mas o que há nele de verdadeiramente central permanece com uma perenidade assustadora. A tragédia, dedicada a Hélia Correia, autora de um extraordinário livro de poemas, intitulado A Terceira Miséria, onde estas questões já se colocavam sob prisma similar, tem agora por cenário a Sarajevo da década de 1990 em pleno conflito armado. Admeto é atingido por um sniper, mas pode ser salvo se alguém morrer por ele. Todos se recusam a trocar a sua vida pela vida de Admeto, excepto a sua mulher. Alceste, a mulher de Admeto, morre para ele ficar vivo, mas a consciência de Admeto não se conforma com a perda nem com as razões de seu pai, Feres, ter recusado dar a vida pelo filho. Era um homem velho, podia ter morrido para que os mais novos continuassem vivos. Feres defende-se: «Se os novos gostam de viver, os velhos também. E por que razão a vida de um velho valeria menos do que a vida de alguém que agora começa? (…) Não podes pensar que um velho é metade de um homem; um velho como eu é pelo menos dois homens, eu diria, pela experiência, pela sabedoria»(p. 56). O discurso é objectivo, nada tem de paradoxal, mas coloca à prova a resistência das teses. É esta dimensão inspectiva o que mais fascina nos textos de Gonçalo M. Tavares, textos de uma intensidade poética que muita poesia não consegue ter. Algo semelhante se observa no romance

Entrevista

Os Velhos Também Querem viver -



Os Velhos Também Querem viver -  Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai - jornal i

Um pé numa tragédia de Eurípides, uma Sarajevo cercada e uma menina à procura do pai entre os fantasmas de Berlim. Maria Ramos Silva embarca nesta viagem feita por vivos e mortos 
Quanta informação oferecem as movimentações dos animais, garante Josef, que discorre sobre a invasão da Europa pelo escaravelho, e sobre essa premonição das espantosas ratazanas que anunciaram a Segunda Guerra raspando-se pelos canos de Londres antes dos bombardeamentos. 




No Jornal de Letras